Expresso o inexpressável, por isso é indefinido!


[expresso o inexpressável, por isso é indefinido]
Deixar no subentendido é a melhor forma de se dizer quem somos. O silêncio diz muito.
E se souberes de mim, por favor diga-me, tenho ocupado meu tempo em me libertar e viver.
Me entender/descrever agora, seria me retardar em alguns sentidos!

{Paula Nonato}

sábado, 4 de agosto de 2012

O doce proporciona-me


Ao sabor de pêssego escrevo.
Escrevendo vou eliminando a dor da angústia da ausência.
Você não está aqui.
Eu gostaria de lhe dizer algumas poucas palavras, mas nos últimos dezessete encontros você não apareceu.
Não quero pedir pra voltarmos ao passado, reescrever nossa história ou algo do tipo. Não me permitiria a tanto.
Talvez eu não dissesse nada, apenas te observaria. Como têm sido seus dias, suas noites?!
Pra mim nada é igual.
Você me disse adeus e eu fui. Mas não quer dizer que não sofreria.
Sofro. Sofrendo vou traçando as linhas tortas de um futuro incerto.
Faz tanto tempo, mas ainda guardo a aliança. Não que eu tenha esperanças. Pra mim tudo já é muito claro, objetivo. Guardo-as, apenas.
Faz tanto tempo...
A última foto rasguei pela manhã. Chorei. Chorando tirei você de mim, por completo.
Queimei algumas cartas, fumei alguns cigarros e o vinho até o momento, já se foram três garrafas.
Como está sua vida agora? Se conheço, pra você nada ainda mudou.
Talvez por isso eu tenha aceitado tão facilmente o adeus. Não temos nada que nos pertença cem [%]. E então eu fui. E depois você chorou.
Ao sabor de pêssego e vinho encerrei este livro. Daqui a algumas horas recomeço...
Outro título, outra história.
É isto que nos diferencia, nos separa.
[No seu mundinho de merda, a estrela que brilhava era a minha]
É isto que nos torna amantes do ódio da insistência de talvez um dia continuarmos com a vida medíocre que nos proporcionamos.
Desculpe-me a rudez - precisava eu dizer algumas poucas palavras. Tudo bem entendo você.
No seu lugar eu faltaria a trezentos e sessenta e cinco encontros, e continuaria a faltar a muitos, se preciso fosse.
Mesmo com a razão, faltavam palavras pra você, sempre foi assim. Tudo bem entendo você.
O gênio forte e predominante não te dava espaço. Tudo bem entendo você.
No seu lugar, faria eu as mesmas coisas.
Prometo: estas são as últimas palavras.
[ DE: EU PARA: VOCÊ ].
Fiquei sabendo que estás bem. E que permaneça.
Daqui a dois minutos e meio coloco meu ponto final, e a exatos quatro minutos começarei tudo nodo. De novo.
Deveria eu agradecer a oportunidade de lhe dizer estas poucas palavras, e de me proporcionar à ânsia de escrevê-las. [Mesmo sabendo que nem o título chegará a seu conhecimento]
Por aqui me despeço.
Atenciosamente,
[EU].