Expresso o inexpressável, por isso é indefinido!


[expresso o inexpressável, por isso é indefinido]
Deixar no subentendido é a melhor forma de se dizer quem somos. O silêncio diz muito.
E se souberes de mim, por favor diga-me, tenho ocupado meu tempo em me libertar e viver.
Me entender/descrever agora, seria me retardar em alguns sentidos!

{Paula Nonato}

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quando o amor acontece [?!] entre colchetes



Você se sente feliz todo dia? Sem amigos por perto, sem abraço apertado, sem presentes inesperados, sem quase nada?
É quase sempre assim, enquanto alguns vão chegando, outros simplesmente saem e só. Outras, no entanto fazemos convite com cartão dourado para que se retirem sem alardes e dor de cabeça!
Quase sempre assim...
Venho tentando falar amor e ser amor, mas antes de qualquer vírgula eu saio do nada, junto algumas trocas de roupa e volto para o consolo da minha mãe.
O que esperar de algumas palavras jogadas em uma madrugada sonâmbula? Nada. Assim como de nada devemos esperar um do outro, outros, outras, tantos e tantas, porque finito é o amor quando acontece, assim como é finito o dia, a vida, a saudade. Então nada pode durar. Mas de que vale tudo se finito é o tudo, pergunto a mim sem resposta que comporte qualquer outra dúvida que será finita até que outra surja.
E para quê escrever de amor enquanto poderia eu estar lendo o que dele já foi escrito, ou assim sendo poderia eu estar vivendo o que dele já foi vivido? Pra nada!
Vivo apenas.
E não nos iludamos com fantasias frenéticas a isso que chamamos HOMEM/MULHER. E não se sabe quando nem onde e nem como, menos ainda se existe. Quem foi que disse que o amor é o pouco de tudo que já ouvimos e vimos e vivemos? Nele não há lógica, nem regras, tampouco manual de instruções, e então quem dele saberá a verdade? Existem verdades?
Amor é rotina!
E é por isso que escrevo?
Apenas [AMO]te.