Você se sente feliz todo dia? Sem
amigos por perto, sem abraço apertado, sem presentes inesperados, sem quase
nada?
É quase sempre assim, enquanto alguns
vão chegando, outros simplesmente saem e só. Outras, no entanto fazemos convite
com cartão dourado para que se retirem sem alardes e dor de cabeça!
Quase sempre assim...
Venho tentando falar amor e ser amor,
mas antes de qualquer vírgula eu saio do nada, junto algumas trocas de roupa e
volto para o consolo da minha mãe.
O que esperar de algumas palavras
jogadas em uma madrugada sonâmbula? Nada. Assim como de nada devemos esperar um
do outro, outros, outras, tantos e tantas, porque finito é o amor quando
acontece, assim como é finito o dia, a vida, a saudade. Então nada pode durar.
Mas de que vale tudo se finito é o tudo, pergunto a mim sem resposta que comporte
qualquer outra dúvida que será finita até que outra surja.
E para quê escrever de amor enquanto
poderia eu estar lendo o que dele já foi escrito, ou assim sendo poderia eu
estar vivendo o que dele já foi vivido? Pra nada!
Vivo apenas.
E não nos iludamos com fantasias
frenéticas a isso que chamamos HOMEM/MULHER. E não se sabe quando nem onde e
nem como, menos ainda se existe. Quem foi que disse que o amor é o pouco de
tudo que já ouvimos e vimos e vivemos? Nele não há lógica, nem regras, tampouco
manual de instruções, e então quem dele saberá a verdade? Existem verdades?
Amor é rotina!
E é por isso que escrevo?
Apenas [AMO]te.
