Expresso o inexpressável, por isso é indefinido!


[expresso o inexpressável, por isso é indefinido]
Deixar no subentendido é a melhor forma de se dizer quem somos. O silêncio diz muito.
E se souberes de mim, por favor diga-me, tenho ocupado meu tempo em me libertar e viver.
Me entender/descrever agora, seria me retardar em alguns sentidos!

{Paula Nonato}

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Gente Muda

Faz tanto tempo algumas coisas que nada aconteceu como achamos que seria um dia. Do que é feito os beijos? A saudade? Lembranças? E quando o amor acaba? Do que é feito o fim? Nada é eterno enquanto dura. Nada!
Nem amor de mãe é finito posto o feito de ser incondicional. Tudo acaba um dia. E do que é feito o sentido de tudo? De nada.
Faz tanto tempo tantas coisas que já nem me lembro das últimas novidades e a sós com o bandolim de amor aprendo tua demora paciente e obscura. Ora amigo, ora amante, mas sempre distante.
Diga-me como tem sido seus dias!
Se não me tomas, ah meu bem, se não me tomas, ao invés de versos e vida, mando-te o gosto do meu morrer, esquivo a esperança. Fecho a porta!
Mas se me tomas entenderei. Encaro qualquer situação seguinte.
Começo a aceitar que só me permito escrever-te quando estou assim vulnerável a qualquer lágrima, ao mesmo tempo sem me tomar pela força de tornar tudo melodiosamente dramático. Falo de coisas que não sinto quando acordo que não sinto enquanto houver o dia ali para me fazer esquecer. Falo de tantas coisas que há tempos não venho dizendo absolutamente nada.
Se digo que amo, minto. Se digo que não amo, minto. Se vou embora, choro. Se fico, choro também. E então escrevo na esperança de que entenda que no fundo quero sair voando, voando, voando. Na esperança de que me deixe sim partir.
Eu sobrevivo de perguntas constantes na certeza agoniante de nunca obter uma resposta. Eu sobrevivo, ou pelo menos tento sobreviver, do presente passado, o agora futuro. Do micro, coisas da vida!
Estou enlouquecendo, colocando vírgula em ponto final.
Estou perdida, entrando pelo teto saindo pela janela.
Não reconheço minha face, não reconheço meus sentimentos. Estou morrendo.
Aprendi com você a morrer em tudo que me deprime e que me da prazer!
Não quero mais buscar essa sensação nostálgica somente para poder lhe escrever. No último e-mail você me perguntava de como eu estava suportando esse nosso tempo e na falta de coragem mais uma vez não lhe respondi!
Ou respondi, se por um instante qualquer frase se comportar em um único sentido.
Teu passado me atormenta! [por favor, não volte na próxima semana].
Ainda há pouco, R. estava aqui e você sabe, mais uma vez falamos de você!
Permita-me tirar a culpa do não querer-te longe das minhas razões?
Permita-me culpa-lo, julga-lo réu de uma situação da qual eu não me permito seguir?
Tenho conversado com as vozes daqui de dentro. Como se chamam?
Tempo.
Ele corrói todas as cordas de sentimento. Disse-me que falta pouco!                   
[Ps: Saudade de uma conversa!] ... Espero que me entenda.



[dedico para Carol Costa]