O mais importante do bordado é o avesso, já dizia minha avó varrendo as folhas do quintal. Mas eu nunca poderia entender um belo avesso sem ao menos conhecer a sua importância e essência, uma vez que não nos constituímos por completo pelo o que fazemos ou aparentamos, mas sim pelo que somos na nossa real existência de apenas ser, e não é preciso ser nenhum gênio/sábio para saber dessas coisas que vos falo, ao mesmo tempo, dessas coisas não se encontram manual ou bulas em uma caixinha de alguma prateleira em qualquer canto dessa cidade imunda.
Não preciso me arrepender do que fiz, mas ao mesmo tempo, não vivo minhas horas semanais sem pensar no que poderia eu ter feito com tudo que tem se concretizado/acontecido, não somos uma equação matemática, não vivemos entre colchetes e nem tudo é bom como nem tudo é ruim quanto parece. Às vezes é de suma importância olhar para trás e observar o que poderíamos ter feito, e nessa filosofia eu acredito! [Se eu pudesse? Eu não faria tudo de novo!] A nossa equação jamais teria resultado.
Você veio para me mostrar à vida, e de brinde descobri que tudo é ao meio estereotipado, você me deu a LUA e isso jamais em nenhuma outra vida eu poderia ganhar novamente. Não existirão novos dias, novos tempos, novos outros amores, porque se não é para ser você eu não conseguiria com mais ninguém.
Por você eu enxerguei o óbvio e sim, talvez por isso, eu tenha me tornado a pessoa obtusa que tanto pareço ser, por você eu inventei histórias só para te fazer sorrir, escondi aflições para não te preocupar, chorei, sorri, menti, gritei, corri. Criei verbos que comportassem a minha gramática, e do mais importante que eu poderia criar, TE AMEI e ainda amo. Com você acreditei que tudo ficaria bem, mas nos dias que amanheceram nublados eu fiquei parada esperando o temporal passar. Coloquei-te em um pedestal, te banhei com ouro e sal. Te amei bem mais que a mim. ERREI.
Meu amor está adormecido e do contrário que dizem os contos de fada, não existe quem me faça levantar, porque o único de tamanho poder me fez afogar no meu próprio veneno e agora [...]
Ainda assim não é por isso que eu não faria tudo de novo.
Cansei de pisar com salto agulha em um sentimento que merece rosas, com espinhos.
Mas se um dia eu tiver que me envolver novamente com pessoas avulsas, eu voltaria correndo para você, não por te amar demais, mas sim por saber exatamente quais seriam as suas capacidades e quais erros me fariam chorar todas as noites em silêncio. Por saber exatamente o que me faria alegrar, ou me irritar. Voltaria porque eu já sei dos seus motivos de molhar todo o banheiro ou de simplesmente se esquecer de não dar a descarga. Voltaria porque te conheço, mesmo não conhecendo. Voltaria porque você me provou que sempre será assim, independente de quem estiver aqui, então que seja com você. Se fosse para ser...
PS: Bom dia de Terça-Feira chuvosa!