Expresso o inexpressável, por isso é indefinido!


[expresso o inexpressável, por isso é indefinido]
Deixar no subentendido é a melhor forma de se dizer quem somos. O silêncio diz muito.
E se souberes de mim, por favor diga-me, tenho ocupado meu tempo em me libertar e viver.
Me entender/descrever agora, seria me retardar em alguns sentidos!

{Paula Nonato}

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Por quanto tempo eu?

Se eu pudesse me olhar com seus olhos entenderia seus porquês de gostar de mim, mas, se você pudesse se olhar do mesmo ângulo que eu, saberia todos os meus motivos de estar com você! Você é poesia ensaiada, textos desordenados em um papel em branco, que com o passar dos dias, vai se moldando com tintas claras e escuras, você para mim, é papel sulfite que vou rabiscando conforme o ritmo que vamos tocando. Você é poesia todos os dias, incluso as terças chuvosas. Você é uma explosão de cores em uma cegueira branca e assim, sem ensaio para amá-la  vou compondo nossa poesia.
A menina dos meus olhos tem sabor chocolate com morango, tem cheiro agridoce e aparência de uma menina mulher... A menina dos meus olhos faz com que eu queira falar de amor, ser amor e dar amor e viver amor, a minha menina me faz querer viver os segundos que de novo me foram dados, ela me renova as forças todas as manhas quando ja não mais consigo respirar, minha menina segura minhas mãos com seu carinho e cuidado para que assim eu me lembre de como é ser amada de corpo e alma... Minha pequena faz dos meus dias chuvosos e sem brilho, serem dias inesquecíveis em cada essência dos segundos que teimam em passar depressa.
Pode ser que estamos indo depressa, pode ser que vamos terminar em um simples "Bom dia, como vai você?, pode ser que amanhã não seja mais amor, mas quem se importa? Quando morremos, por alguns minutos, acredite, parece ser uma eternidade, então quando "ressuscitamos" podemos ver tudo de formas descompassadas e aí a vida ganha um sentido novo! Não me importa as dúvidas, não me importa o depois, não me importa por quanto tempo eu, não me importa tantos porquês, porque há um mês eu ganhei a vida, de novo, e o que me resta fazer com tudo isso que tenho é viver, da forma que for, do jeito que eu der conta, da maneira mais sensata e insana, mas eu quero, por hora, viver tudo que vou ganhando a cada dia, querer viver os dias nossos, querer viver o tempo do seu próprio tempo, sem pressa, sem pausa, sem o depois do depois... Querer meu eu em você!
Prometo aguar todas as plantas do seu jardim, mesmo que seja um amor de colégio, mesmo que seja amor de verão, aquele primeiro amor que a gente nunca esquece ou até mesmo um amor pra se dividir apenas um pequeno copo de coca-cola, e ainda assim não sei porque insisto em escrever, sinto meu corpo em queda em uma sensação mista de desespero e segurança, como quem salta sabendo que vai doer e mesmo assim precisa sentir a dor, como quem mergulha até o fundo mesmo sabendo que em segundos faltará o ar para respirar, como quem luta pela própria existência de apenas ser.
Não pretendo findar nossa história, não preciso nem cogitar essa medíocre hipótese, tampouco, não quero que pense, não quero que fuja, não quero que tenha medo. Apenas sinta um dia de cada vez, porque amanhã, eu prometo estar aqui, para amar se for para amar, ou para pontuar se o caso pedir que seja o fim.
Perdemos tempo sem saber quanto tempo dura o próprio tempo e isso me cansa, isso me afasta, isso me faz querer jogar palavras para amenizar a agonia do depois que eu ja não quero mais pensar, escrevo então, para que assim todo o amor, toda a dor, tudo aquilo que faz meu eu, alcance os mares para não mais me pertencer.
Eu sei, ja disse, mas repito... Amar é fácil, difícil é manter-se amando sem ponto final!