Indissociável teu corpo branco por entre os lençóis
brancos
Lava-me teu gozo, outrora doçuras palavras Do
colorido azul do céu a pureza do meu amar uma fissura no tempo
nada
mais, nada além
teu
gosto o mesmo, tua pele a mesma
teu
sorriso o mesmo, em mim a mudança
amo-te
mais e mais, azul dos teus olhos
quero-te
mais e mais.
Para
que amar? Para que amor?
Se
tampouco eu jamais soube amar-te. Paro.
Parada
lembro teu sorriso. No dia que espetou teu coração no meu espalhando teu suor
em mim. Quase sempre sem querer.
salgado
quando carregado de desejo
doce
quando carregado de amor
saudades
da tua boca agridoce
[percebam:
não há linearidade! paixão linear não causa espanto!]
Espanto:
Impressão forte causada por coisa que inesperada e repentinamente nos dá grande
medo; assombro, pasmo; maravilha, surpresa; consternação.
Venha
me buscar. Vamos maravilhar as tardes cinza de SP.
Vamos
brilhar outro céu amor!
S i
n t o n i a
[quando
1 + 1 é = a 1]
Quando
virá?
[Silêncio]
Ponto
final para a poesia escrita. Pontos em suspensão para nós dois.
Poesia
sempre em via.
A
música me atordoa e sem te tocar, nem perceber Despeço[me]. Daqui pra lá não
sobra mais nada para ser, se ter ou existir. Mas quem se importa?
[...]
PAULA NONATO E MAURO JÚNIOR [vamos sempre nos poetizar]