O amor não é nada disso que contam os contos de fadas. E
não é o mesmo que terminam as novelas. E não é nada do que a gente pensa, do
que a gente sente nos três primeiros meses e tampouco do que a gente sonha para
o resto de uma ou duas vidas.
Passa-se um tempo, um tempo indefinido cada caso é um
caso, mas no caso meu é sempre no mesmo tempo do próprio tempo. Passado o tempo
o resto vira lenda, história para boi dormir. Não necessariamente assim ou
assado. Mas sempre do jeito que a gente não quer!
A gente? Nós?!
Desde quando? Até quando?
No que vai dar, pra onde vai, o que vai ser pouco
importa, e eu acabo acreditando que nada importa mesmo. Sendo sincera, e muito
sincera, eu tenho feito tantas coisas de carinho, com carinho e que não me parecem
fazer sentido, e se não fazem sentido é porque não tem sua importância. Pelo
menos é o que eu ando acreditando.
Eu sei quando quero chorar, mesmo quando não existem
lágrimas prontas, sinto uma ardência no nariz, um dor no peito e então como
feito mágica ela escorre, sem querer. E nem sempre é de tristeza, vez ou outra
é saudade, é alegria. Alegria por estar com você. Na grande maioria das vezes é
por você!
Estou tentado responder a algumas perguntas sem
necessidade, eu acredito em demônios e ele em final feliz. Gosto de rock ele
prefere clássico, corro pelada na rua ele prefere sexo em todos os cômodos da
casa.
Não podíamos dar certo. Mas a gente se ama do jeito que
dá, mesmo não sendo suficiente a gente anda se amando tanto, ou pelo menos ele
me engana bem! E mesmo assim não sei por que perco tempo escrevendo-te, você
tem se preocupado tanto, talvez até mais do que eu, me deixando quase sempre a
pensar então o que eu, diante da situação apresentada deveria fazer, uma vez
que parte já está a fazer. Não poderia eu fazer o mesmo, e então eu saio de
banda, canto aquela canção disfarçando um sorriso. A parte outra, que sou eu,
apenas finge!
O dia amanheceu feliz, sem motivos! Deve ser os sonhos
que a gente sonha... Sonhei e fui feliz. Acordei e por um instante me senti
feliz. O dia amanheceu feliz, mas depois de dois momentos [1.Abrir os olhos],
[2.Espreguiçar todo o corpo], eu já não era a mesma que sonhava, agora eu vivia
os instantes que ainda me restavam. Sem pausa, sem pressa, sem música que me
distorça, sem lembrança que me comova, sem alguém para me abraçar quando eu
estiver sozinha, sem afago, sem beijo. SEM NADA!